Senador de Mato Grosso defende agenda politica para evitar impasses entre  poderes

O senador Wellington Fagundes (PR-MT) conclamou nesta sexta-feira, 2, todos os parlamentares a construírem saídas para a crise política e a avançarem na reforma tributária, de forma a evitar o agravamento dos problemas na economia. O apelo aconteceu durante pronunciamento na tribuna do Senado em que celebrou o Dia Internacional do Idoso e o Dia do Vereador, comemorados em 1º de outubro.

Vice-líder do Governo no Senado, Wellington defendeu a criação de uma Agenda Política do Brasil para tratar de forma profunda os principais temas de interesse da população e suplantar os problemas. Ele considerou que a reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff lançou nesta sexta-feira é um esforço politico e administrativo, mas que não pode ser visto como uma solução.

O parlamentar considera urgente a redução da burocracia e da carga de impostos. Ele defendeu ainda um novo pacto federativo, para que os municípios consigam executar programas fundamentais para a vida da população. Lembrou que os municípios estão sobrecarregados e considera fundamental colocar fim à ‘guerra fiscal’ como forma de ajudar na arrecadação dos Estado.

Wellington alertou que o Congresso Nacional, em especial o Senado, logo será chamado a dar uma resposta efetiva à sociedade diante do quadro de indefinições. Ele destacou o imbróglio criado na semana entre Senado e Câmara, cujo presidente, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se recusou a votar os vetos da presidente Dilma a projetos que comprometem o ajuste fiscal. Para ele, esse tipo de atitude é prejudicial ao país:

“Cada semana que passa, com a indefinição do Congresso, a população passa a sofrer mais” – frisou, defendendo a agenda política como forma de encaminhamento dos impasses gerados entre os poderes.

Wellington apontou a responsabilidade do Senado e do Parlamento como um todo na construção de caminhos para a superação das dificuldades. “Está na hora de criarmos a agenda dos políticos brasileiros, sem olhar a cor partidária. Sentarmos aqui, independente de partido, e definirmos o que realmente nós queremos para este país” — afirmou.

Para ele, a reforma política que está sendo votada representa uma espécie de ‘arremendo’, mas considera que “ainda há tempo de se fazer uma boa reforma tributária”. Nesse sentido, o senador republicano foi taxativo: é preciso reduzir número de impostos e simplificar a vida do Brasileiro. “Não tenho dúvida de que a responsabilidade é nossa, do Congresso Nacional e, em  especial do Senado, que é uma casa madura”. 

Da Assessoria