O senador Wellington Fagundes, líder do Partido da República no Senado, considerou a sessão que votou a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 31, como sendo “histórica”. Com novo Governo instalado, ele pregou a necessidade de união política por acreditar que o momento agora é de convergência para superação da crise que se estabeleceu no Brasil.

Acometido por uma diverticulite que o levou a três dias de internação e que o impediu de acompanhar mais de perto as oitivas das testemunhas e também a defesa da então presidente Dilma, Wellington Fagundes fez questão de participar da votação do pedido de impeachment. “É um momento importante, de nove meses de muitas discussões” – disse.

Para ele, a falta de condições de governabilidade tornou inviável a permanência de Dilma no comando da nação.  “Somos juízes políticos. E boa parte votou na questão da governabilidade. A presidente Dilma não conseguiu” – observou.

Ao justificar sua posição relacionada à segunda votação, que manteve os direitos políticos de Dilma, Wellington foi taxativo ao observar também o momento político como fator essencial: “Não podemos aumentar a crise. Afinal, quem mais sofre com toda essa situação é a população” – assinalou.

Ele acreditar que agora, com as decisões tomadas, se faz necessário “buscar, mais do que nunca, o diálogo para vencer essa crise”. Frisou que o momento é de unir forças e lutar para melhorar o Brasil. “Eu espero que o presidente Michel Temer, dada sua experiência política, irá estender a mão a todos e buscar o diálogo que o país tanto precisa para superar esse momento” – acrescentou.

O republicano lembrou também que nesse período teve que dividir  o tempo,  entre o processo de impeachment e as obrigações inerentes à relatoria do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017, a LDO. “Nessa jornada de trabalho, aos poucos fui percebendo que havia conexão entre as duas missões” – disse, ao formar juízo sobre a questão.

As imputações constantes da denúncia – abertura de créditos suplementares por decretos presidenciais sem autorização do Congresso Nacional e contratação ilegal de operações de crédito – confirmam a necessidade de um planejamento orçamentário transparente, realista e executável. Para ele, o orçamento público deve ser reflexo fiel da realidade fiscal e não mera peça de ficção. Só assim se projeta um desenvolvimento econômico financeiramente sustentado e socialmente justo.

“Mais do que nunca, estou convicto de que precisamos aprender com a dura lição dos fatos, caso contrário estaremos condenados a assistir a repetição futura de crises fiscais cada vez mais graves, com danosas consequências para a população” – disse. Segundo ele, o desarranjo fiscal, a permanecer, poderá levar o Brasil a um processo de impeachment a cada mandato, não apenas de futuros presidentes da República, mas de Governadores e Prefeitos. “Um risco para a Democracia” – disse

Da assessoria