Senador republicano cobra prioridade para empreendimentos que deverão
beneficiar a região do Vale do Araguaia

 

Projetos de produção de energia por usinas hidrelétricas com baixo impacto ambiental foram abandonados em Mato Grosso. Alguns, devido ao grande número de exigências dos órgãos de controle e outros por falta de prioridade e melhor planejamento. A questão foi levantada nesta terça-feira, 06, pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT) ao questionar o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, sobre o andamento dos empreendimentos, como a Usina Couto Magalhães, no Rio Araguaia.

 

Esse projeto, segundo o senador, estava nas mãos de um consórcio formado pelo Grupo Rede e a EDP Brasil, mas entraves no licenciamento ambiental impossibilitaram a implantação da usina. Em 2003, as empresas se queixaram contra o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama), que estaria exigindo estudos de impacto em toda a bacia do Araguaia e propondo mudanças na usina que a tornariam diferente da licitada.

 

As alterações que viabilizariam ambientalmente a usina resultavam na redução da potência instalada de 150 MW para 73 MW. Essa diminuição comprometeria a viabilidade econômico-financeira do projeto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chegou a sugerir uma nova licitação, mas o projeto não avançou.  A previsão era de que a usina pudesse gerar 220 megawatts.

 

“É uma hidrelétrica de baixo impacto ambiental e alta capacidade de produção de energia. Ela é fundamental para a região do Araguaia, mas não saiu do papel, infelizmente” – frisou o republicano, durante audiência pública realizada na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, com a participação do ministro Fernando Bezerra Filho.

 

Fagundes também questionou o ministro das Minas e Energia sobre a situação de 11 hidrelétricas previstas para serem edificadas ao longo do Rio das Garças, que liga o Sul de Mato Grosso até o Araguaia. O empreendimento foi financiado com recursos públicos através de um Fundo de Investimento em Participação (FIP), gerenciado pela Infra Asset Management. No ano passado, o controle das operações foi transferido para a Vince Partners.

 

O FIP Energia participou desse projeto desde a fase de identificação dos aproveitamentos, realizando o inventário do Rio Garças, até os Projetos Básicos das usinas, com a finalidade de obtenção das outorgas de exploração das PCHs. Com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão, as 11 PCHs terão Potência Instalada de 175 Megawatts. Esses empreendimentos estão em fase de apresentação de projetos básicos junto a Aneel.

 

Wellington destacou ser fundamental conhecer detalhes da atual situação desse empreendimento visto que trata-se de usinas de baixo impacto ambiental e que estão instaladas em uma região considerada de grande desenvolvimento econômico, com a pavimentação da MT-100, que liga a região Sul de Mato Grosso ao Araguaia.  “Neste momento, além de gerar energia, o volume de emprego será muito importante para a região” – frisou.

 

Da assessoria