Senadores cobram maior viés social ao BNDES e ações contra obras paralisadas

Senadores cobram maior viés social ao BNDES e ações contra obras paralisadas

Wellington Fagundes convidou presidente do banco para audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado

Senadores que integram o Bloco Parlamentar Vanguarda cobraram do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, ações com maior viés social. Eles se encontraram nesta terça-feira, 24, durante almoço no Senado. Em unanimidade, eles criticaram a forte concentração de investimentos em grandes empreendimentos, notadamente na região centro-sul do País.

Montezano explicou o trabalho que vem realizando para fazer com que o BNDES possa fazer com que investimentos possam também gerar efeitos sociais favoráveis. Ele apresentou as estratégias e a nova visão do banco, que buscará, nos investimentos ‘agregar valores sociais’.

“Queremos resgatar o patriotismo do banco” – disse, com efeito.

Eles também falaram sobre as obras paralisadas espalhadas em todo o país e os prejuízos que causam ao contribuinte. Senadores pediram que o BNDES estude encaminhamentos que possam dar condições de reduzir o atual estoque calculado em 14 mil empreendimentos, financiados com recursos federais.

O senador Jorginho Melo (PL-SC) foi um dos que questionaram os procedimentos que resultaram na paralisação de obras sociais. Segundo ele, pelo 60% tratam-se de empreendimentos financiados pela Caixa Econômica Federal. “Às vezes, por causa de uma certidão, a obra é paralisada, causando prejuízo ao cidadão” – destacou o catarinense.

 Segundo o líder do bloco parlamentar, senador Wellington Fagundes (PL-MT), que também é presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), atualmente, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria, existem 429 de obras de infraestrutura paralisadas. São obras de grande interesse econômico e de forte repercussão social, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e que necessitam de uma solução.

Privatização de Bancos Públicos – Outro tema questionado pelos senadores ao presidente do BNDES foi com relação a privatização de bancos estatais. Montezano defendeu a permanência do BNDES e da Caixa, bancos que têm condições de atuar com investimentos sociais. Em resposta ao senador Carlos Viana (PSD-MG), disse que os bancos de fomento regional, como Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) poderiam ser incorporados pela Caixa.

À senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), o presidente do BNDES confirmou que o banco seguirá auditando os empréstimos realizados nos governos do PT, conforme determinação do presidente Jair Bolsonaro. Ele prometeu para os próximos dias novos dados da chamada ‘caixa-preta’ do BNDES.

Gustavo Montezano aceitou o convite do senador Wellington Fagundes para participar de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, em data a ser definida.

Da assessoria