“A maioria dos serviços públicos de infraestrutura não possui a manutenção adequada, o que gera riscos à população e um gasto muito grande ao Poder Público”, alertou o senador Wellington Fagundes nesta quarta-feira, 3, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado destinada a investigar a tragédia ocorrida em Brumadinho/MG, em janeiro deste ano. Deste modo, o republicano sugeriu que a CPI não deve se limitar a investigar o incidente ocorrido na cidade mineira, mas que “precisa trabalhar pela prevenção em outros tipos de barragens”.

Para o senador, o grupo deve atuar não somente investigando as estruturas que fazem a contenção de rejeitos minerais, mas também na fiscalização e instauração de normas e sanções às barragens destinadas às usinas hidrelétricas, como é o caso da Usina de Manso, na região metropolitana de Cuiabá/MT. “Devemos ir muito além de Brumadinho e enxergar que as barragens de hidrelétricas muitas vezes estão próximas a enormes áreas residenciais, bairros inteiros poderiam estar em risco”, ressaltou o republicano.

Após receberem, na CPI, o engenheiro Makoto Namba – que é investigado por assinar laudo atestando a inexistência de falhas na estrutura de Brumadinho, e se recusou a responder aos questionamentos dos parlamentares -, o grupo fez perguntas à engenheira Ana Lúcia Yoda, da empresa Tractebel Engineering, que também assinou laudos de estabilidade da barragem de Brumadinho de 2017 a junho de 2018.

À engenheira, Wellington perguntou se existe uma condição mínima e uma máxima estipulada no que refere-se à segurança das estruturas. Após afirmação positiva de Ana Lúcia, o senador disse aos seus colegas que a própria concepção de construção da barragem estava comprometida, e que “condição mínima de segurança não é a segurança desejada”, sugerindo revisão técnica das normas.

Após deixar a CPI, o parlamentar foi à Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, onde se debatiam as vantagens e dificuldades das pequenas produtoras de energia. Lá, Wellington convidou a todos os presentes à Mesa para fazerem parte dos debates envolvendo a inclusão das hidrelétricas no rol de estruturas a serem possivelmente fiscalizadas pela CPI de Brumadinho.

Da Assessoria