Audiência pública na Comissão de Educação do Senado debateu o papel das universidades públicas no desenvolvimento social

“Não copie universidade. Crie um modelo diferenciado de universidade. A partir daí o sucesso certamente será mais garantido. A ousadia tem que acontecer agora”. A afirmação, em forma de recomendação, foi feita nesta quarta-feira, 18, pela coordenadora geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Ensino do Ministério da Educação, Nara Maria Pimentel, durante audiência pública na Comissão de Educação do Senado, ao responder questionamento do senador Wellington Fagundes (PR-MT).

Segundo a especialista em ensino superior, a criação de uma universidade por si só, não basta para fazer com que a instituição de ensino superior atenda as exigências da sociedade. Ela disse que a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação tem feito constantes avaliações sobre a criação das novas e novíssimas universidades e a conclusão é de que se faz necessário “ousar em projeto diferenciado de universidade”.

Wellington Fagundes pediu uma maior participação dos especialistas com a apresentação de ideias e sugestões para implantação da UFR. A meta a ser perseguida, segundo ele, é, de fato, a construção de uma universidade diferenciada e que venha a atender os interesses regionais, tanto no desenvolvimento econômico como social de toda a região Sul e Sudeste, considerada estratégica para Mato Grosso.

O senador republicano lembrou que a implantação da Federal de Rondonópolis levou 15 anos para ser consolidada e representou uma conquista muito grande para o município e toda a região. “E há uma expectativa muito grande que não pode ser frustrada” – enfatizou. A UFR instituída pela Lei 13.637/2018, publicada no Diário Oficial da União de 21 de março.

Na audiência, Fagundes destacou ainda a participação do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Barone, no Seminário para implantação da UFR, quando ele enfatizou que a nova universidade também vai contribuir para a geração de emprego e renda. “A consolidação da Universidade Federal de Rondonópolis representará um novo surto de desenvolvimento para a cidade e região” — disse Barone.

Além da professora Nara Maria Pimentel, participaram dos debates sobre o papel das universidades públicas, o professor Célio da Cunha, da Universidade Católica de Brasília; Isac Roitman, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB); Gustavo Balduino, secretário Executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); e Thais Almeida Pereira, doutoranda da Universidade Católica de Brasília.

Todos os participantes da audiência pública destacaram a importância de repensar o ensino superior e buscar modelos diferenciados, a exemplo do que vem fazendo os envolvidos na implantação da Universidade Federal de Rondonópolis.  Na última sexta-feira, aconteceu o Seminário de “Implantação e Desafios da UFR”, em Rondonópolis, realizada em conjunto pelas comissões de Educação, Meio Ambiente e Agricultura do Senado, e Assembleia Legislativa do Estado.

Da assessoria