A  Comissão Senado do Futuro ampliará o debate sobre as novas tecnologias em favor da educação, da saúde, da ciência e do desenvolvimento urbano e social , tanto em profundidade quanto em amplitude, de forma a atingir e envolver um maior número de pessoas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 21, pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), presidente da comissão, durante participação no ‘Congreso del Futuro’, que se realiza até domingo em Santiago, no Chile.

FOTO CONGRESO DEL FUTURO - CHILESegundo Wellington, é fundamental que o país passe a pensar hoje, de forma objetiva e participativa, sobre os temas que afetarão a população nos próximos 30 anos. “A tecnologia não pode caminhar em desigualdade com o progresso social. Para evitarmos que isso ocorra, temos de planejar e priorizar melhor nossos recursos. Devemos investir no campo da ciência para que ela seja refletida em áreas que dão retorno tanto imediata quanto futuramente à população, na forma de educação, saúde e infraestrutura”, afirmou.

A proposta de Wellington foi transmitida pelo senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), durante palestra em que abordou a necessidade de que seja abandonado o modelo educacional que “segue a linha da desigualdade”. Cristóvam, que já presidiu a Comissão Senado do Futuro e atualmente é o seu vice-presidente, afirmou que o mundo precisa “reverter este traçado descendente onde se encontra a educação, através da adoção de inovações baseadas em seis pilares: sujeitos, atores, metodologia, recursos tecnológicos, tempo e propósitos”.

Ambos os parlamentares brasileiros tem interesse em realizar em breve, no Brasil, um congresso como o que acontece no Chile, onde participam filósofos e pesquisadores em medicina, educação, climatologia, ciência, saúde e tecnologia, além de renomados profissionais que ganharam o prêmio Nobel nestas diversas áreas.

“Temos de trazer essas referências de sucesso para o Brasil, aliando seus conhecimentos aos nossos costumes”, ressaltou Wellington. Para ele, é necessário usufruir do que existe de melhor em pesquisas na América Latina e no mundo para dar andamento aos projetos já existentes em nosso país. “O brasileiro, a cada dia, se torna um povo com sede de educação, de novas tecnologias, de conhecimento. Tudo o que precisamos é investir, organizar, debater e fomentar a educação básica e científica para que haja oportunidades a todos”, completou.

Robôs e igualdade – Nesta quinta-feira, Wellington também participou do painel apresentado pelo professor Alfonso Molina, atual presidente do Encontro Multi-Setorial de Robótica Educacional. Após a palestra, o republicano destacou o potencial transformador do programa CodingGirls, apresentado pelo professor Molina e que desenvolve tecnologias digitais voltadas para as mulheres. “Temos de importar e implementar essa iniciativa aqui no Brasil. O universo tecnológico infelizmente ainda soa como um espaço unicamente masculino, mas isso precisa ser mudado”, alertou.

Segundo ele, programas que suscitam e inclusão, de todas as formas, serão bem aproveitados em nossas escolas e institutos de educação técnica e superior. “O Brasil é o país da diversidade e possui uma enorme população produtiva. Por isso, é necessário incluir e dar voz a todos os segmentos sociais”, finalizou.
Da Assessoria