O Diretor de Aeroportos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), João Jordão, anunciou nesta quarta-feira, 29, que irá a Mato Grosso, na próxima semana, para a entrega da ampliação e modernização do embarque doméstico e internacional no aeroporto de Várzea Grande – região metropolitana de Cuiabá.

A afirmação ocorreu durante audiência na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, após o líder do Partido da República, Wellington Fagundes (PR/MT), cobrar a celeridade para as obras no terminal. Segundo o republicano, que trabalhou junto à presidente afastada Dilma Rousseff pela desestatização do aeroporto – a fim de concedê-lo à iniciativa privada -, este precisa deixar de ser o pior do país, como foi constatado em pesquisa pelos próprios usuários, e figurar como um terminal modelo para todo o Brasil.

“É um aeroporto que está em obras há mais de 14 anos. Infelizmente passou a Copa do Mundo e o aeroporto ainda continua nesta situação. Eu gostaria de indagar aqui ao dr. João como está o cronograma a ser feito pelo menos para melhorar esse atendimento. O projeto de concessão do aeroporto já foi aprovado e está em trâmite, graças a um exaustivo trabalho junto ao Governo Federal”, lembrou o senador.

Jordão conta que haverá entrega das áreas do embarque doméstico e internacional do aeroporto na próxima semana. “O desembarque e o estacionamento já foram entregues e nós vamos fazer a entrega com funcionamento inclusive de duas pontes instaladas”, relatou. O diretor também afirma que a entrega da totalidade das obras no terminal deve acontecer em dezembro deste ano. “Não temos restrição orçamentária para essa obra, então nós fazemos a gestão direta junto ao governo”, completou.

Caro demais – Wellington também se mostrou preocupado com os altos preços dos combustíveis para aeronaves em Mato Grosso. Na região de Cuiabá, o preço do produto é o mais caro do país – e um dos mais altos do mundo, à frente de Recife, Manaus, Guarulhos e Brasília.

Em resposta, o consultor da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Victor Celestino, atribui as altas taxas a quatro fatores: “a formação do preço pela Petrobras, que já é mais alto que no exterior; o ICMS de combustível, que tem uma grande diferença em relação aos outros Estados; o diferencial tarifário, que é o preço que se paga para levar o combustível produzido fora de Mato Grosso até o Estado; e o adicional tarifário, que o aeroporto cobra para a empresa que abastece poder operar no terminal”, explanou.

Wellington Fagundes, que relata a política pública a ser avaliada pela comissão neste ano (sobre o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional), questionou Victor sobre o que poderia ser feito, no âmbito do Parlamento, do Governo e das próprias associações, para que esse cenário seja revertido.

“Em primeiro lugar acreditamos muito que essa política do ICMS precisa ser resolvida, criando uma alíquota máxima, a nível nacional, de 12%. O segundo aspecto é realmente a revisão deste preço, desta paridade de importação do preço do combustível, que pode ser feita por conta da Petrobras. E por último, uma política de maior concorrência no próprio aeroporto, de ter mais de uma distribuidora de combustível”, respondeu o consultor.