O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Moderador/PR – MT. Sem apanhamento taquigráfico.) – Sr. Presidente, Srªs Senadores, Srs. Senadores, hoje quero me congratular com a cidade de Sorriso, no Norte de Mato Grosso. Sua população festeja o início da operacionalização do Aeroporto Regional que leva o nome de um dos seus pioneiros, “Adolino Bedin”.

    Na segunda-feira, a cidade passou a receber voos regulares, ligando essa importante cidade até a Capital, Cuiabá. Diariamente serão transportados até 70 passageiros.

    Número que pode ser ampliado já que o terminal suporta uma demanda maior de movimentação, conta com uma instrumentalização adequada, devidamente atestada, que garantem segurança e condições para esses aviões serem usados em qualquer tempo e voos noturnos, e o que é mais importante: tem passageiro.

    Dessa forma, cumprimento a população de Sorriso em nome do prefeito Dilceu Rossato, do vice-prefeito Ederson Dal Molin, dos vereadores, a quem cumprimento nas pessoas dos vereadores Fabio Gevasso e Jane Delalibera, que integram a bancada do PR, do Sindicato Rural e da Comissão Pró-aeroporto. Todos trabalharam muito para que a cidade recebesse esse grande empreendimento.

    Uma luta que vem desde 2006 e que agora tem essa brilhante coroação de esforços.

    Sorriso, Sr. Presidente, é um dos municípios vibrantes de Mato Grosso.

    Sua fundação deu-se através de um projeto de colonização privada, com a maioria absoluta da sua população constituída por migrantes provenientes da região Sul do País.

    A cidade tem uma localização estratégica. Está situada às margens daBR-1635 que corta Mato Grosso de Norte a Sul. E em Sorriso está o entroncamento com a BR-242, que corta o Estado de Leste a Oeste.

    Inclusive, ao lado do senador Cidinho dos Santos, conseguimos agora a liberação junto ao DNIT de quase R$ 4 milhões para a conclusão da implantação do projeto de iluminação pública ao longo dos 14 quilômetros da travessia urbana da BR-163. Uma obra importante porque, sobretudo, dará mais segurança a cidadão, e contribui para a valorização da cidade.

    Aliás, registro que tenho um carinho muito grande para com essa cidade. Desde a sua fundação, estamos trabalhando para que ela possa crescer e se desenvolver. Cito aqui o trabalho que fizemos pelo rebaixamento da linha de transmissão de energia elétrica com a construção de uma subestação até a luta pela homologação do

    Me orgulho de ter constituído ali grandes amigos.

    Mas, continuando: importante ressaltar que a economia de Sorriso, senhor presidente, está diretamente relacionada ao agronegócio, sendo o cultivo da soja a principal atividade. É considerado o maior produtor de soja do país.

    A cidade também se destaca na produção de algodão e milho. Possui dois abatedouros de aves, dois abatedouros de peixes e três de suínos.

    Em Sorriso, colegas Senadoras e Senadores, encontram-se instaladas algumas multinacionais como a Archer Daniels Midland, mais conhecida como ADM, a Bunge, a Cargill, Dreyfus, Noble e Glencore, além de empresas regionais como Amaggi, Coacen, Fiagril, Multigrain, Ovetril entre outras. Verdadeiras potências do agronegócio.

    Portanto, nada mais justo que um município com esse porte, com essa estrutura econômica fantástica, dispor com uma logística adequada para transporte mais rápido, já que temos ali um movimento intenso de executivos, técnicos, especialistas e profissionais das mais diversificadas áreas.

    Faço esse registro, senhor presidente, porque, além de ser uma notícia importante, um fato relevante para a cidade de Sorriso e para Mato Grosso, essa ação empreendedora mostra a importância da aviação regional para o Brasil, para a democratização do transporte aéreo e, claro, por ajudar de forma objetiva a promover o desenvolvimento nacional com a integração entre todas as regiões.

    Nesse sentido, quero dizer que, por minha iniciativa, apresentei requerimento junto a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo aqui do Senado para que pudéssemos, efetivamente, fazer a avaliação do Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional. Cumprimento, inclusive, o Senador Dalirio Beber, de Santa Catarina, que subscreveu o requerimento.

    E fiz essa proposta, Sr. Pesidente, por entender que esse é um programa que tem que ser tratado com prioridade, sem tropeços, sem riscos de sofrer paralisação. Mesmo diante das dificuldades fiscais do Governo, que acreditam que sejam temporárias, esse é um programa que se paralisado significará “um erro estratégico grave” para o nosso país.

    O Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional é sustentado pela Polícia Nacional de Aviação Civil, que corresponde ao conjunto de diretrizes e estratégias que norteiam o planejamento das instituições responsáveis pelo desenvolvimento da aviação civil brasileira, estabelecendo objetivos e ações estratégicas para esse setor, e integra-se ao contexto das políticas nacionais brasileiras.

    O principal propósito dela é justamente assegurar à sociedade brasileira o desenvolvimento de sistema de aviação civil amplo, seguro, eficiente, econômico, moderno, concorrencial, compatível com a sustentabilidade ambiental, integrado às demais modalidades de transporte e alicerçado na capacidade produtiva e de prestação de serviços nos âmbitos nacional, sul-americano e mundial.

    Vale lembrar que os recursos investidos na aviação regional resultam, em curto prazo, em efeito positivo sobre o Produto Interno Bruto, dinamizando as economias do interior e estimulando o turismo.

    Como disse, o Brasil tem dimensões continentais. Meu Estado, Mato Grosso, tem 900 mil quilômetros quadrados e, portanto, longas distancias para percorrer. O desenvolvimento da a aviação regional, nesse caso, é fundamental. Lá temos 13 aeródromos incluídos no programa, dos quais nove estão em fase de elaboração de anteprojeto, etapa que antecede a licitação das obras.

    Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Juara, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Sinop, Tangará da Serra e Vila Rica. Juína, Matupá e Pontes e Lacerda estão com a análise de Estudos Preliminares concluídas. Lucas do Rio Verde, outra cidade importante do Estado, está em fase de Estudos de Viabilidade Técnica.

    O Senado, portanto, terá um papel relevante, sobretudo neste momento de crise fiscal. Com debates, trabalharemos para buscar os meios de assegurar o avanço da aviação regional, no sentido de orientar o próprio Governo para que tenhamos uma aviação eficiente e que ela seja acessível a todas as camadas sociais.

    Finalizando, quero mais uma vez cumprimentar a população de Sorriso, suas autoridades constituídas por esse ganho importante, que valoriza muito o município e a sua gente.

    E dizer a população de Mato Grosso que, aqui no Senado, seguiremos envidando todos os esforços para ajudar a viabilizar projetos como esse, que valorizam o município, que venham ao encontro dos interesses coletivos, e que apontem nosso Estado como uma região de muita prosperidade social e econômica.

    É o meu registro para o dia de hoje, Sr. Presidente. Meu muito obrigado!

    O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Moderador/PR – MT. Sem apanhamento taquigráfico.) – Sr. Presidente, Srªs Senadores, Srs. Senadores, é com muita tristeza que comunico o falecimento do vereador de Cuiabá, Júlio Pinheiro, ocorrido na noite de segunda-feira. Muito jovem, com apenas 56 anos. Ele ocupava a presidência da Câmara Municipal pela terceira vez em cinco mandatos como vereador.

    Há 17 dias, ele lutava contra quadro de infecção generalizada. No começo do mês, dia 6, submeteu-se a uma cirurgia para retirada de uma inflamação próxima à artéria aorta.

    Conterrâneo, nascido na cidade de Rondonópolis, Júlio Pinheiro foi um parlamentar muito respeitado e comprometido com os interesses de Cuiabá. Nos períodos em que exerceu a presidência da Câmara foi prefeito de Cuiabá nos licenciamentos de Francisco Galindo e também do atual prefeito, Mauro Mendes.

    Júlio se notabilizava, sobretudo; pela lealdade aos que o elegeram em Cuiabá.

    A sua trajetória política é destacável também. Em 2000 foi candidato a vereador pela primeira vez e apesar de ter somado mais de três mil votos, ficou na suplência. Assumiu a vaga e atuou como vereador a maior parte do mandato, chegando a ocupar a vice-liderança do prefeito na época, Roberto França.

    Em 2008, já pelo PTB – partido no qual continuou até morrer – voltou a ficar na suplência e novamente assumiu a titularidade, em decorrência de uma cassação. Entre 2010 e 2012 foi Presidente da Câmara de Vereadores pela primeira vez.

    Nas eleições de 2012 conquistou seu quarto mandato como vereador. Galgou novamente a presidência da Câmara entre 2013/2014 e se reelegeu em para o biênio 2015/2016. A expectativa era que fosse candidato novamente e conseguisse uma das votações mais expressivas.

    Bom conselheiro, Júlio Pinheiro tem uma longa trajetória na vida pública. Funcionário licenciado do Tribunal de Contas, foi diretor da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), diretor da extinta Companhia de Habitação de Mato Grosso (Cohab), chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), assessor parlamentar da Câmara e também aqui do Senado.

    Mais recentemente, presidiu a Agência Municipal de Habitação.

    Com certeza, Cuiabá perde um grande político que, seguramente, trabalhou pelo desenvolvimento social e econômico da Capital. Expresso assim, minha solidariedade ao povo cuiabano.

    Júlio Pinheiro deixa a esposa Gisely Carolina e quatro filhos. Registro os meus sinceros sentimentos à família, rogando a Deus que os console neste momento de grande dor pela inestimável perda.

    Meu muito obrigado!